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Era tudo um sonho

   
  Era tudo um sonho

Estava eu cochilando, antes do jogo contra a Bolívia, com um semblante contente, satisfeito, sorriso largo e, eis que ao fundo escuto um chamado insistente a gritar pelo meu nome: Gigi,Gigi,Gigi... levante que está na hora do jogo.

Acordei sobressaltado e com uma dúvida incrível... Será que foi tudo um sonho?

Mas, parecia tão real. Um Brasil jogando solto, passes de pé em pé, todos dando o máximo de si, suando a camisa, dividindo, não havendo bola perdida, dribles, tabelas...Nossa! Será que foi um sonho mesmo?.

Puxa! Até o Luiz Fabiano, aquela múmia, fez dois gols, matando no peito, baixando na terra e deixando o Robinho na cara do gol. Bem, a partir daí acho que só poderia ter sido um sonho mesmo.

Começa o jogo com a Bolívia e assisto a mesmice dos últimos tempos: trocas de passes excessivos, passes errados, raras finalizações, pixotadas e mais pixotadas, e assim termina o jogo, como sempre, sob vaias.

Portanto, ainda mais na dúvida, pego o telefone e disco para o meu amigo Marcelus e pergunto: “Por acaso o Brasil já jogou com o Chile?”.

Na verdade, faço esta crônica de forma jocosa, mas, no entanto, quero esclarecer algo que não ouvi de nenhum cronista esportivo. Não resta a menor dúvida de que os bolivianos jogaram uma partida de vida ou morte, talvez influenciados por um gesto motivacional em função do clima atual, sei lá.  A festa ao final da partida com piruetas, cambalhotas, parecia o título mundial. Aliás, algo até parecido com o acontecido conosco a véspera do jogo com o Chile, na qual a afirmação do “curintiano” Lula serviu de provocação aos nossos “guerrilheiros”.

Que sirva de lição para nós. Isto quer dizer que, toda vez que o Brasil se confrontar com países que colocam o coração na ponta das chuteiras, iremos pipocar.

Abraços do Gigi



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