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Carlos Alberto Mano Prieto - ( Gigi)

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Bendito é o fruto

   
  Macunaíma
 

Relutei por toda vida em acreditar que poderia haver envolvimento de pessoas amigas, em qualquer esfera administrativa, no tocante a atos ilícitos. Hoje, quase estou dando mão à palmatória para o escritor Mário de Andrade quando de sua obra-prima Macunaíma.

No futebol ou mesmo em outro campo de trabalho, para se ter sucesso pleno, o que mais pesa é a dose de esperteza, e lamentavelmente, não a de sabedoria, quesito este que me tolhe de qualquer comentário. Portanto, tenho que engolir a seco, mas não me privo de pelo menos citá-lo.

Talvez, por não possuir este dote é que me fiz à parte de inúmeras oportunidades. Quanto ao futebol, muito menos ainda. Preferi ficar à margem, na simples condição de torcedor, sem ter que me iludir ou mesmo me decepcionar com este ou aquele indivíduo.

A Lei Pelé trouxe, na verdade, a conscientização dos clubes brasileiros quanto a sua forma de dirigir. Tem que ter em seu bojo o escopo de uma administração empresarial. Isto quer dizer ter profissionais além de capacitados, responsáveis por seus atos, isto tudo devido às cifras que hoje movimentam o futebol.

O acontecido recentemente com o E.C. Corinthians, talvez seja um alerta para que os demais tenham a devida consciência dos seus atos.

Hoje em dia não há nenhum leigo em matéria de futebol que não saiba o que se passa nos seus afamados bastidores.

Embora os clubes tenham um conselho constituído, instruído e orientado, mesmo assim ainda acontecem os absurdos. Ou com a conivência deste, ou por sua ignorância ou negligência.

Gostaria de dar uma sugestão, por exemplo: eu sempre defendi o ditado de que “quem pariu Mateus que o embale”. Brigo até hoje pelo fato de que se um filho “mal educado” apronta alguma, quem deveria pagar o pato é aquele que o fez. Portanto, no futebol se vier à tona os desmandos, desvios, roubalheiras, etc.etc.etc., que seja chamado na xinxa a diretoria executiva de modo a dar uma satisfação para associados, torcedores e a crônica esportiva.

A síndrome da transparência está vigente mais do que nunca, haja vista os últimos acontecimentos. Um verdadeiro show de algemas naqueles os quais seriam ponto de honra de uma classe odiosa. Mas, conseguiram. E o pior é que os incautos, cobertos pela manta de cordeiros, ainda se juntam pensando que irão se safar.

O lobo mau está solto, e o triste de toda esta história é que ele anda “comendo” a vovozinha.

Desculpem-me o deslize... voltemos ao assunto futebol. Nada mais elucidativo de tudo aquilo que eu disse é o fato de que a diretoria do Santos F.C. anda propondo redução de salário. Esta aí a prova de que não existiu um consenso, e nem sequer habilidade, na tratativa que se fez para contratar este ou aquele jogador.

E agora pagamos todos nós, torcedores, por seus atos. E o Mateus como fica? Bendita sois vós e Bendito é o fruto, que agora sem outra alternativa, cabe a nós embalá-lo.

Abraços do Gigi

   
   
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