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Amigos,
Me causa ânsia, repulsa e nojo essa campanha anti-Dunga que está sendo feita após a Copa do Mundo, principalmente pela Globo. A emissora mais poderosa do país jogou o princípio básico do jornalismo no lixo e passou a editorializar toda a cobertura pós-Mundial fazendo ataques baixos ao ex-treinador da seleção.
A CBF, para mim, é a pior de todas. Apoiou e endossou publicamente tudo aquilo que o Dunga fez na Copa. Depois que o hexa não veio, ficou fácil eleger um vilão e agora fazer tudo (repito: tudo) para reforçar que eles não concordavam com nada que estava sendo proposto pela dupla Dunga/Jorginho.
Dunga está longe de ser um santo. Errou e muito na conduta da seleção brasileira e pagou por isso. Mas não é isso que está em questão, mas sim a falta de uma conduta ética destes personagens em respeitar a pessoa que não está mais no cargo.
A seleção brasileira do Mano encantou? Sim, e muito. Mostrou que dava para irmos mais longe na Copa? Até concordo. Mas o êxito desta seleção não significa que a outra não tinha qualidades. O problema é essa mania que o brasileiro tem de sempre ficar nos extremos: ou é ruim ou é bom, ou é vencedor ou perdedor, e assim por diante.
Temos que fazer uma força e deixarmos de ser ufanista pelo menos nesse início da era Mano. Afinal de contas, enfrentamos um adversário de mediano para ruim que fez uma campanha de razoável para boa na Copa. Ainda há muito a ser caminhado.
Mano Menezes fez ontem tudo que um treinador poderia fazer para ganhar a partida: deixou os jogadores tranquilos, escalou três santistas entre os titulares e pediu para que todos apenas fizessem o que sabem de melhor. Mas calma: não se assustem se o gênio de ontem virar o burro de amanhã. O próprio Mano já passou por isso no Corinthians.
Renan Prates |